Entrevista vereador Hannibal
Mais uma entrevista da série que fiz para o Jornal Diário da Cidade. Desta vez, com o vereador de Balneário Camboriú, e único membro do PP na Câmara, José Carlos Hannibal. Esta foi publicada ainda esta semana, no dia 23 de setembro.
Hannibal afirma que não votará na Guarda do jeito que o projeto está
Baln. Camboriú – O vereador José Carlos Hannibal (PP) está em sua primeira legislatura, depois de tentar quatro vezes por um lugar na Câmara. Conseguiu se eleger através da coligação do PP com o PT, nas eleições de 2008, sendo que foi o único da chapa que garantiu um cargo. Hoje, ele é um dos seis vereadores que integram a oposição ao Governo de Edson Renato Dias, o Piriquito, sendo chamado pela bancada tucana de a “surpresa do Legislativo”.
Desde 1962 morando em Balneário Camboriú, o vereador Hannibal está envolvido com política há 28, quando se filiou no Partido Progressista da cidade. Sempre atuando no PP, trabalhou por quatro anos na gerência da Casan, e hoje, busca soluções principalmente para o bairro Municípios, o seu principal reduto eleitoral.
OPOSIÇÃO
Um dos grandes questionamentos ao vereador Hannibal, é sua relação com a oposição. Segundo ele, não existiu nenhuma reunião entre o PP, junto a nova presidência do partido, de responsabilidade do ex-vereador Fábio Flor, que informasse qual posição o PP assumiria. “Até agora não me falaram nada. Desde as eleições do partido, em março do ano passado. Mas eu sigo uma linha, que é o projeto melhor para Balneário Camboriú. Independente se for o projeto da situação ou da oposição, eu vou sempre analisar”, afirmou.
Questionado sobre se, possivelmente, poderia integrar a bancada governista, Hannibal não confirmou e nem negou a hipótese. “Não vou dizer que estarei do lado A, B ou C”, falou.
SPÓSITO
Hannibal ainda explicou a situação do secretário da saúde, José Spósito, que é filiado do PP, e que inclusive, já concorreu a prefeitura de Balneário em outra oportunidade, perdendo apenas por 300 votos. Deixou claro que o secretário não está no Governo Edson Renato Dias como membro do PP, e sim como médico.
“Eu considero militante do PP aquele que participa ativamente do partido, que discute a ideologia partidária. Ele é um filiado, mas só vou o considerar do PP quando ele participar dos assuntos do partido”, soltou Hannibal. O vereador ainda acredita que o secretário está tomando algumas atitudes equivocadas como secretário, mas que isso não prejudicará a imagem do PP.
GUARDA MUNICIPAL
Hannibal é um dos vereadores que mais questionou o projeto da criação da Guarda Municipal, e ele afirma que não votará a favor do projeto de lei do jeito que está. “O projeto vai passar, mas eu voto contra ou vou me abster da votação”, afirmou o parlamentar.
Segundo ele, com a entrada imediata de 60 guardas, onde estes agentes serão colocados. “Se colocar na escola, fica faltando guardas na praça. Se colocar na orla, falta na escola”, argumentou. Outra questão é a parte da guarda armada. “No Rio de Janeiro, que já tem uma Guarda estruturada, ainda não está sendo usada a arma”.
“E onde ficariam os agentes de trânsito com a entrada dos guardas? E os 120 agentes contratados pela prefeitura da Orsegups? Meu questionamento também é financeiro. O impacto é muito grande, principalmente com a abertura do Hospital Municipal Ruth Cardoso”, falou Hannibal, que espera uma visita do secretário de segurança, Nilson Probst para sanar mais estas dúvidas.
No entanto, o vereador ainda declara que, prefere antes da guarda, uma educação profissionalizante e uma educação forte, para reeducar os infratores. A criação de um Centro Interno Provisório também se faz necessário na cidade. “A Guarda prende e vai levar para onde? O presídio está superlotado e não tem CIP. Prende o menor para ele estar meio hora depois de volta a rua cometendo outro delito”, indaga o vereador.
O toque de acolher também foi questionado ao vereador, que afirma que é a favor do projeto, mas apenas nos dias de semana. No fim de semana prejudicaria o turismo.
GOVERNO PIRIQUITO
“No momento a gente não pode ainda dar grandes glórias ao prefeito. Ele ainda não fez a diferença. Mas espero que faça um grande governo. Porque se não fizer, automaticamente o PSDB vem com a força total, e não será 20 anos no poder, mas 40. Se ele fizer um bom governo, dará oportunidades para os outros partidos”, falou.
Segundo Hannibal, seu objetivo na política é se reeleger para vereador e depois, tentar uma candidatura à prefeitura.
ELEIÇÕES
Hannibal não afirma se poderá concorrer à uma cadeira na Assembleia Legislativa no ano que vem, mas, estará disponível ao partido. Acredita que Hugo Biehl é o melhor nome para a chapa, mas, lembrou ainda de Angela Amim, Espiridião Amim e Joarez Ponticelli para o Governo do Estado.
GABINETE
O vereador ainda lembra que está atendendo a comunidade todos os dias em seu gabinete na Câmara, apenas nas quartas que está em seu escritório na rua Curitibanos, no bairro dos Municípios, que está aberto ao público.
Entrevista: Deputado Federal João Matos
Já esta entrevista, nos moldes da realizada com o Raimundo Colombo (DEM), também publicada no Jornal Diário da Cidade, foi publicada no dia 9 de setembro.
João Matos quer ser vice-governador e diz não para o Senado
Navegantes – O deputado federal João Matos (PMDB) conhecido na região por levantar a bandeira de Navegantes – possui junto com demais sócios uma faculdade na cidade – na realidade iniciou sua vida política no Alto Vale do Itajaí, em Ibirama. Desde lá, assumiu vários cargos na política, sendo que os principais são por três vezes deputado federal, deputado estadual, secretário estadual de articulação e educação, presidente municipal e estadual do partido, e agora, depois de vasta experiência, acredita que sua hora chegou: almeja o vice-governo. Claro, somente se o PMDB precisar.
No início da entrevista Matos já afirmou: se o partido precisar e se houver o pedido, ele estará a disposição de assumir uma candidatura a vice-governo do Estado. A coligação possível para este desejo ele ainda não afirmou. Por enquanto, a manutenção da polialiança é prioridade para o deputado.
No entanto, caso a candidatura não ocorra, Matos afirmou que espera a votação do Congresso Nacional sobre o Parlamento do Mercosul, que passaria a eleger deputados exclusivos e não mais deputados federais e senadores nomeados. Se for aprovado, ele se candidataria para o Parlasul e se dedicaria total a causa. Hoje, o Parlamento do Mercosul está atingindo grandes esferas, sendo que no próximo ano Matos já deve atuar mesmo sendo deputado nomeado.
Questionado sobre uma possível candidatura ao Senado, Matos negou veemente. “Hoje, um nome que buscamos, e que vai sair mesmo, é o de Luiz Henrique da Silveira. Não só porque é governador, mas por coordenador as ações da polialiança. Se tiver outra vaga, o nome de Paulo Afonso Vieira (ex-governador) está sendo cogitado”, afirmou o deputado.
TRÍPLICE
Como havia afirmado, João Matos acredita que a Tríplice Aliança irá resistir para as eleições do ano que vem, mesmo tendo três pré-candidatos definidos (Raimundo Colombo – Leonel Pavan – Eduardo Pinho Moreira). “É legitima a aspiração de cada um. Mas, vamos ter critérios para que os pré-candidatos concorram em pé de igualdade. O que melhor se sair será o candidato”, afirmou.
Sobre o desconforto das conversas entre o presidente do PMDB e pré-candidato Eduardo Pinho Moreira entre a senadora Ideli Salvatti (PT), Matos afirmou que o fato foi mais polêmico que o que realmente foi. “O PSDB também tem conversado com PP. Eu tenho entendido que isto é uma coisa normal. Essa conversa entre o Eduardo e a Ideli tem muito de acréscimo, de ação. Sem que não tenha acontecido nenhuma conversa de coligação”, falou.
Mas, ao ser questionado sobre uma possível coligação entre o PT e o PMDB, Matos deixou escapar que “em política tudo é possível”. Enfatizou apenas que a única coligação que impossível de ocorrer é entre o PMDB e o PP. “A rivalidade é histórica, de decênios. Mas, o que parecia impossível ontem, hoje é possível e amanhã se viabilizou”, soltou.
CORTE
Outro assunto debatido com o deputado é sobre o corte de R$ 170 milhões pelo Governo Federal ao estado. “Foi uma ação equivocada. Justamente em uma área que sofre efeito de caástrofes”, lamentou Matos. O deputado explicou R$ 120 milhões da medida provisória que ele próprio foi relator foi remanejado, sem que os deputados fossem consultados. “Estamos trabalhando no Fórum Parlamentar Catarinense para reconstituirmos estes valores, ou pelo menos uma parte deles”, explicou.
Matos ainda falou que também não foi informado aos parlamentares para onde estes R$ 120 mi foram remanejados. “Não tem clareza alguma para onde este dinheiro foi”.
PORTO
“Acho que perdemos um tempão danado”, simplificou o deputado sobre a questão das obras do Porto de Itajaí. “Fiquei surpreso com a afirmação do presidente Lula que, quando veio à Itajaí, falou que queria inaugurar o Porto. Foi uma desinformação do presidente”, disse.
Mas, o deputado acredita que, ao contrário do que a oposição garantia, que houve má vontade política para a prorrogação do estado de calamidade pública e para a liberação do aditivo pedido pela empresa ganhadora da licitação, não houve más intenções; “O que houve foi desinformação e má interpretação de encaminhamentos. Eu acho que faltou um pouco mais de diálogo, e que o encaminhamento da Secretaria dos Portos foi equivocado. Mas, esperamos recomeçar as obras e que nos primeiros meses de 2010 o Porto volte a todo vapor”, encerrou o deputado.

Entrevista: Senador Raimundo Colombo
Entrevista que fiz com o Senador Colombo, durante um almoço do Democratas em Balneário Camboriú. Foi publicada no Jornal Diário da Cidade, no dia 2 de setembro.
“Eu vou ser candidato a governador”
Baln. Camboriú – Em recente passagem pelo litoral, para finalmente conhecer de perto a situação do Porto de Itajaí e se reunir com autoridades da região, o senador Raimundo Colombo (DEM) afirmou ao Jornal Diário da Cidade que será candidato a governador, e que a possibilidade de ser vice não existe. A entrevista foi cedida depois do “Almoço de Ideias”, na última sexta-feira, na sede do Lions Clube de Balneário.
“Sim, eu sou pré-candidato. Claro que a candidatura será oficializada somente em junho do ano que vem. Mas a pré está oficializada e estou trabalhando para fortalecer isso”, afirmou o senador Raimundo Colombo. Segundo ele, seu maior desejo e de todos os partidos que compõe a tríplice aliança é que o grupo seja mantido, pois toda a colaboração é necessária para vencer as eleições do ano que vem.
O senador ainda falou que a entrada do PPS na chamada polialiança é muito bem-vinda, e como eles já estão coligados nacionalmente, o desejo para que a aliança se renove para ano que vem é grande. “Tenho conversado com as lideranças do PPS e o desejo é estarmos juntos”, explicou.
PMDB
Questionado sobre as recentes conversas que o presidente do PMDB, Eduardo Pinho Moreira teve com as lideranças do PT, inclusive com a senadora Ideli Salbatti, sobre possíveis alianças, Colombo falou que isto não deverá prejudicar o futuro da tríplice. “Acho que é natural. Cada partido tem sua independência. É possível que mantenham estas conversas. Mas, no fundo, todos nós queremos que a tríplice seja mantida”, afirmou.
VICE
Já sobre uma possível candidatura ao vice-governo, em uma chapa encabeçada pelo atual vice-governador, Leonel Pavan (PSDB) que já tem demonstrado interesse para assumir o Governo do Estado, Colombo afirmou que não existe essa possibilidade. “Eu tenho mais quatro anos como senador. E nosso partido tem novas lideranças com grande potencial para assumir uma vice-candidatura, e eu continuaria no Senado. Se eu fosse vice, seria um grande prejuízo ao partido. Mas, sinceramente? Eu vou ser candidato a governador”, disse.
REGIÃO
Colombo também falou sobre os candidatos do Democratas pela região. Segundo ele, o vereador de Balneário Camboriú, Orlando Angioletti é um “nome que foi lembrado e ele está disposto”. O da secretária de saúde e vice-prefeita de Itajaí, Dalva Rhenius também foi levantado e até o ex-prefeito de Brusque, Ciro Rosa. Já sobre o nome do presidente da Câmara de Itajaí, Luiz Carlos Pisseti, Colombo falou que não tinha conhecimento. “O Pisseti é muito meu amigo, tenho um grande carinho por ele. Mas não sabia desta possibilidade. Ele não comentou nada comigo. Mas seria muito bom”, afirmou.
ELEIÇÕS MUNICIPAIS
Questionado ainda sobre o impasse de partidos pertencentes à tríplice que possuem um grande embate dos municípios, como o caso do PMDB e PSDB de Balneário Camboriú, Colombo disse que uma eleição municipal sempre deixa sequelas, mas que é preciso superar estas dificuldades. “Na eleição passada foi mais difícil, e nós conseguimos. Nossa capacidade de superar é grande”.
PORTO
Sobre o Porto de Itajaí, Colombo afirmou que “agora, o Governo (Federal) tem a faca e o queijo na mão, para pode fazer aquilo que todos nós queremos: que o Porto seja recuperado e volte a funcionar normalmente”. O senador ainda falou que não importa quem retome as obras, se o exército, a empresa que venceu a licitação, ou a nova empresa que for contratada, mas desde que seja tomada a decisão para a retomada das obras mais rápidas. “Eu não sou técnico nesse assunto e não conheço com profundidade a situação. Mas que aconteça rápido”, falou.
PERSEGUIÇÃO
Questionado sobre a afirmação que o deputado federal Democrata, Paulo Bornhausen falou sobre que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria “perseguindo Santa Catarina”, em relação aos cortes abusivos no repasse de recursos do Governo Federal para os municípios, Colombo disse que também não entendeu quais os critérios o Executivo teve para tomar esta decisão. Na última segunda-feira o senador teve uma conversa com o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) para tentar impedir estes cortes.
“Eu lamento a falta de critério. Em um lugar ficam todos os recursos, em outros aumentam e em outros cortam tudo”, desabafou o senador.
PROJETOS
Colombo também falou um pouco sobre seus projetos que estão tramitando no Senado, sendo que a maioria corre nas áreas tributárias, como redução de impostos. Mas, afirmou que o projeto de lei que prevê que a arrecadação da Mega Sena seja transferida para os atingidos pela enchente de novembro do ano passado em Santa Catarina, um dos principais de sua autoria. “O projeto já foi aprovado pela comissão de justiça, e no final de setembro ele deve ser liberado para a votação”, explicou o senador.
Outro projeto que o senador vem debatendo é sobre as reservas indígenas do estado. Ele abriu um requerimento junto a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) onde solicita uma audiência pública para discutir a intenção do governo federal de instituir reservas indígenas em Santa Catarina. “O objetivo da audiência pública é esclarecer quais são os critérios adotados pela fundação (Funai) na demarcação das reservas indígenas, uma vez que está colocando em risco os interesses fundiários da população de Santa Catarina”.
Há pouco tempo, as reservas de Tarumã e Morro Alto foram reconhecidas pelo Executivo como propriedades indígenas. Se a área de Tarumã for a que a Funai sustenta, será a segunda menor reserva da região e a menos povoada, que hoje tem 11 índios. Nessas duas áreas estão instaladas cerca de 300 donos de terra.

Manifestação pelo Porto de Itajaí
Ai estão algumas fotos da manifestação que ocorreu pelo Porto de Itajaí ( que para quem não sabe, está parcialmente destruído ainda pela enchente de novembro de 2008). A manifestação que pretendia movimentar a cidade, foi bem “mais ou menos”. A população não aderiu a luta da Força Sindical e demais entidades.
A senadora Ideli Salvatti (PT) esteve presente e foi a “estrela” do fato. Chegou sendo vaiada, e saiu aplaudida. Afirmou que em documentos do Exército, que os soldados estavam prontinhos para começar a obras do Porto, mas, acabou não dando em nada. O TCU aprovou o aditivo para a empresa ganhadora da primeira licitação para as obras, que mais enrolou do que fez alguma coisa. A coisa lá no Porto continua meio parada… o Governador vai estar por aqui hoje, dando uma olhadinha na situação.
Tomara que a coisa ande… ah! As fotos são minhas mesmo.





Final de Novela
Faz tempo que eu não escrevo ou posto alguma coisa no blog… principalmente algum texto opinativo, que requer um pouquinho mais de tempo para fazer (pensar). Mas, o final da novela Caminho das Índias, da Rede Globo, merece um post especial. Como eu não vi na sexta-feira, vi somente no sábado, na reprise, minha mãe tinha comentado… “Ah, não foi tão legal assim”. E ela tinha razão.
Por causa do trabalho e por causa de House (assisti a primeira temporada novamente em DVD com namorado), perdi os capítulos da semana… vi somente na quinta a cena final, em que Opash descobre que o Lima Duarte (esqueci o nome do personagem) era seu pai. Ok.
Voltando ao último capítulo: Gente, poor favor!! O que foi aquilo? A Juliana Paes, ops, Maya, entregando o filho assim, sem certidão de nascimento ou qualquer documento da criança, para o Gopal (André alguma coisa) para ele levar o filho pro verdadeira pai, o Márcio Garcia, ops, Bahuan, – no BRASIL. Assim fácil? A impressão que deu é que qualquer pessoa pode entrar no país sem documento algum. Além de que, ela entregou o bebê com a roupa do corpo, sem nenhuma fraldinha pro cara trocar o pequeno. Iria viajar pro Brasil só com um fralda. Coitadinho! Quer dizer, coitado de quem sentasse ao lado deles… o cheiro não deveria ser bom.
E esse Gopal, hein? A Maya confiou nele e ele devolveu o bebê numa boa pro Opash no meio da rua. Sério, eu não entendi nada daquela cena. A Índia é gigante, e todo mundo se encontra no mesmo lugar?
MAYA
O que era aquela roupa branca da Maya? Credo. Conseguiu deixar a Juliana Paes feia. (Sorte pro resto das mortais). Mas, tem uma coisa que eu não entendi – deve ser porque perdi os capítulos. Mas por que a Maya foi expulsa da casa do Opash e teve que devolver todas as jóias dela? Os Ananda descobriram que o filho não era do Raj? Minha mãe falou que depois que o marido morre, a esposa vira uma serviçal para a família do homem – por isso a tal roupa branca de mendigo. Se for isso, por que a Dadi (a matriarca lá da família) não virou serviçal quando o marido dela morreu? Vai saber…
Falando na roupa branca… o que foi aquele efeitinho no final, quando a Maya e o Raj se encontraram (um pouco antes dela tentar se afogar no Ganges haha) da roupa branca se transformando em um vestidão vermelho. Sério, eu vi o dedo da Maya virado numas ondinhas por causa da jóia. Muuito feio. E depois, se eu visse o meu marido morto andando por ai, levaria um belo de um susto e acharia que estava ficando louca. Já a Maya ficou feliz, como se fosse a coisa mais normal do mundo rever o amado que morreu. Eu hein?
Na volta para casa, quando o Raj apareceu novamente para a família, a Maya estava com aquele vestidão vermelho ainda, e cheia das jóias. Não entendi nada de novo. Ela não devolveu as jóias? Da onde que ela arranjou aquele sari?Vai saber ²…
CASAMENTO
Lógico, que teve casamento no final. A Marjorie Estiano casou com o Tarso, que tem esquizofrenia. Ela deixou para trás uma bolsa de estudos nos estrangeiros pra casar. Péssimo exemplo para as menininhas do Brasil. Amor é importante, mas educação em primeiro lugar, né? Neste casamento que teve como atração a Maria Bethânia (tão podeeeendo), ainda teve a Debora Block dizendo que estava grávida. Que perigo com aquela idade. Outro péssimo exemplo. Eles não se cuidam, não?
Ah, a Camila também engravidou lá na Índia. Mas de gêmeos. Que baita azar. Imagina que engraçado seria se justo lá na Índia, onde o pessoal prefere um filho homem, ela ter gêmeas meninas? Queria ver a continuação disso…
E a Surya que se ferrou. Acho que foi a única coisa legal da novela… Ela ter “furtado” justo uma menina no lugar de um indianinho.
HOLLYWOOD
Mas, talvez a coisa mais tosca, na minhã opinião, foi as cenas da menina filha do Manoel Carlos (esqueci o nome dela e da personagem – aquela que vive de curtas de cinema – AHAM!). Pô, a novela inteira ela tem grana o suficiente pra realizar váários curtas e documentários, inclusive um na Índia. Da onde que ela tem tanta grana pra fazer esses trabalhos? Ela poderia explicar a fórmula pra galera… rende até palestra: como fazer curtas com baixo orçamento.
Mas continuando, ela simplesmente estava em um boteco, editando os tais curtas, e um doido apareceu do nada, mal viu os vídeos e soltou: você já pensou em Hollywood? Aaaaaaaaaaaah, que que é isso??? Que boteco é aquele que ela vai? Solta aí, mulher… também quero ir! E no final da novela acaba assim… ela recebe a resposta que vai pra Hollywood. Imagine… o Fernando Meirelles teve que se ferrar até chegar à Hollywood, Walter Salles só chegou depois de Central do Brasil, Jorge Furtado não chegou ainda, e ela, uma guriazinha que faz curta, chega assim fácil? Péssimo exemplo também. A galera vai achar que ela chegou através de outras maneiras…
ENCERRANDO
Mas, pra finalizar, depois de tantas criticas, digo que é assim mesmo. É novela, mundo de faz de conta. Ela termina como tem que terminar, com algumas pequenas diferenças… a vilã consegue fugir e se dá bem, e o casal principal do início da novela, não é o mesmo do final. Bacana. Sabe, até chorei em alguns momentos… o abraço do pai e da filha, na briga entre ex-marido e mulher… no fim, eu, quase na minha TPM, me emocionei.
Há muito tempo atrás, em um local chamado Jaraguá do Sul…
Bom se ontem, fosse como hoje, não?

Visual do correio, do lado do terminal. (Dá pra acreditar?)

Estação Ferroviária

Vista parcial da cidade

Centro

Carroças no centro
Considerações Finais
Vou postar hoje as considerações finais do meu TCC, sobre casos de agressão doméstica e familiar contra a mulher em Jaraguá do Sul.
Como na época da realização do Trabalho de Conclusão de Curso já estava trabalhando em um jornal de Itajaí (Diário do Litoral), na editoria de polícia, e todos os dias acabava escrevendo alguma matéria relacionada à agressão doméstica e familiar, a curiosidade em saber como estava a situação em Jaraguá do Sul, cidade de onde sou natural, aumentou a tal ponto, de realizar o tema do TCC sobre as agressões contra a mulher na cidade. E assim nasceu o “A realidade na violência doméstica em Jaraguá do Sul”.
A idéia principal era explorar a discussão da falta da delegacia especializada na cidade. Questionar as autoridades sobre a demora da implantação; buscar informações alternativas com pessoas que estavam diretamente ligadas à causa; ouvir as suas opiniões sobre a especulação criada em torno da delegacia; verificar a atuação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Jaraguá do Sul e do Conselho Tutelar; investigar as políticas públicas destinadas a conter o avanço da violência; e buscar dados estatísticos em relação aos casos de agressão doméstica em Jaraguá do Sul.
Acredito que estes principais objetivos foram realizados. Um dos melhores momentos foi a promessa do delegado geral da Polícia Civil do Estado, Maurício Eskudlark. Ele afirmou que a prioridade para o próximo ano, em Jaraguá do Sul, será a implantação da Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Idoso, após a operação veraneio 2008/09.
Para dar embasamento à grande reportagem, foi necessário explicar a lei 11.340/2006, intitulada como Maria da Penha. Para isso, foram ouvidos advogados e especialistas na área jurídica. Os entrevistados falaram sobre os tipos de violência que a lei pode punir, além de relatar suas contradições. Entre elas está a constitucionalidade da lei, e o fato da possibilidade de a vítima usar a legislação a seu favor, acusando uma pessoa inocente.
A grande reportagem em rádio tem a intenção de trazer a discussão sobre a luta dos direitos das mulheres em Jaraguá do Sul, sendo que a delegacia especializada está inserida na temática. Outra observação importante é a intenção da matéria de repassar a informação correta. Ou seja, ela relata, através das sonoras, com fontes oficiais, que para acabar com a violência, ou pelo menos diminuir, é preciso denunciar o agressor. Além de mostrar os meios que a vítima pode e deve procurar para registrar a queixa. A grande reportagem cumpriu com os seus objetivos, e ainda mostrou um exemplo de uma mulher que sofreu constantemente com as agressões em casa, e que nunca registrou a denúncia. Ela sofreu durante anos, precisou passar por três cidades diferentes, teve que sustentar todos os filhos sozinha, para finalmente conseguir se livrar do agressor. Se tivesse registrado um boletim de ocorrência na delegacia, o percurso poderia ser menor.
A comunidade jaraguaense está criando grandes expectativas em relação à implantação da delegacia da mulher e exige urgência. O atual Governo Estadual, em praticamente seis anos no poder, implantou apenas uma delegacia especializada em todo o estado. Está na hora de cumprir com o seu dever, e por que não, justamente em Jaraguá do Sul. Uma cidade com mais de 130 mil habitantes, que está passando por graves problemas relacionados à violência doméstica e familiar. Para acabar com a vergonha, medo e falta de informação, somente uma delegacia de proteção a estas vítimas, com pessoas preparadas para este tipo de atendimento, pode melhorar a situação.
Enchente
Com a chuva de ontem, que demorou pra passar, fiquei lembrando da enchente que praticamente acabou com Santa Catarina em novembro, e que deixou cicatrizes profudas em muita gente. Estava trabalhando no DIARINHO, em Itajaí, no “olho do furacão”, quando tudo aconteceu. Foi uma correria, editores e funcionários literalmente ilhados pela cidade, ruas interditadas pela água, gente perdendo tudo.
Naquela semana, o jornal só publicou notícias relacionadas á enchente, até porque, não tinha mais nem o que sobre falar. Trabalhamos sem telefone, internet, e alguns chegaram até com galochas. Naqueles dias, todo mundo tinha uma história triste para contar. E quando pareciam que as coisas se acalmavam, mais problemas chegavam.
Vou postar aqui um texto que fiz no dia em que o presidente Lula sobrevoou a região atingida pela primeira vez em Santa Catarina. Foi na terça-feira, logo depois do pior. Lula passou por Ilhota, no Morro do Baú, Itajaí, Navegantes e demais cidades da região. Lembro bem que na coletiva, o homem estava realmente nervoso. Parecia que ele não tinha dimensão da desgraça.
Ainda sobre a coletiva, apesar de toda a tragédia, acho que foi um dos pontos mais interessantes até então, do meu trabalho no jornal. Na salinha improvisada para a coletiva no aeroporto de Navegantes, encontrei tanta gente bacana e preocupada com a situação. Acho que todas as principais autoridades do estado estavam lá. E por mais incrível que pareça, todos estavam muito acessíveis. Além de jornalistas dos mais variados e importantes meios do país: Folha de São Paulo, Estadão, Record, Rede Globo, Rádio Guaíba… e vários jornais do Vale do Itajaí.
Presidente na Santa&Bela
Lula libera R$ 780 milhões de reais para os prejus da enchente
Segundo o presidente, 90% desta grana serão destinadas pra Santa Catarina
Depois de quase uma hora de espera, o presidente Luis Inácio Lula da Silva, desembarcou no aeroporto de Navegantes pra sobrevoar as regiões atingidas pelas enchentes. Lula garantiu ao Governador Luis Henrique da Silveira, que não faltará um centavo de ajuda pra Santa&Bela. Foram confirmados R$ 780 milhões de reales (número que aumentou mais tarde) destinados aos estados que sofreram com as chuvas. 90% seria para o estado catarinense, o mais atingido.
Em companhia do governador, do prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, do Ministro da Defesa, Nelson Jobin, do secretário da comunicação do Governo Federal, Franklin Martins, da senadora Ideli Salvati, e demais representantes do Governo Federal e Estadual, Lula sobrevoou Itajaí, Navegantes, Ilhota, Gaspar e Luis Alves durante 30 minutos. Só não conseguiu chegar até Blumenau, por causa da chuva que caiu na tarde de ontem (dia 26 de novembro de 2008).
Logo em seguida, o presidente conversou com jornalistas em uma coletiva improvisada no próprio aeroporto de Navegantes. Ele começou falando que “na minha terra, o nordeste, o pessoal costuma rezar pra chover. E por aqui, as pessoas estão rezando para parar de chover”.
Lula contou que ficou admirado quando LHS o contou que a água da enchente já havia baixado bastante. “Eu vi somente telhado de casas. Isso é uma catástrofe”. O presidente avaliou a enchente como sendo umas das “maiores tragédias do Brasil”, e pediu solidariedade pro povo catarinense.
Queremos saber da grana, presidente!
Mas, os jornalistas queriam saber mesmo sobre o principal motivo da sua presença no estado: o dindim. O presidente falou que assim que chegaria em Brasília, iria assinar uma medida provisória destinando R$ 280 milhões para a reconstrução das estradas atingidas, tanto estaduais como federais; R$ 350 milhões para os prejuízos com os portos de todo o país; R$ 150 mi para a Defesa, e mais R$ 100 mi para a saúde.
Questionado de quanto dessa grana viria pra Santa&Bela, Lula garantiu que 90% viriam pra cá. Outra ajuda que o Governo Federal mandou, foram 10 toneladas de remédio que chegaram ainda na tarde de ontem em um avião da Força Aérea. “Amanhã vão chegar mais sete toneladas”, garantiu o presidente.
Um jornalista ainda questionou Lula sobre a Defesa Civil, que não estaria estruturada o suficiente para esta situação. O governador LHS não gostou nadica e simeteu na conversa. “Acredito que a Defesa Civil está agindo de forma rápida e está bem estruturada”. Lula concordou e disse que nestas situações, “sempre vai ter gente que reclame. Mas é humanamente impossível estar sempre preparado”.
Para encerrar, o presidente afirmou que o dinheiro do Fundo de Garantia vai ser disponibilizado, e pediu um levantamento detalhado para a Defesa Civil Estadual sobre os números de vítimas.
CM

Caco Barcellos também esteve na região para gravar o Profissão Repórter

