“A amônia vazou. Cooorre”
09 ago 2010 1 Comentário
Estes dias estava relembrando com @vegini, que se formou comigo em Jornalismo na Univali, uma historinha engraçado que aconteceu comigo na época que trabalhava no DIARINHO. Na realidade, ela não é engraçada. É trágica. Muito trágica. Botou muita gente do bem pra correr…
No dia 12 de novembro de 2009, se não me engano, Navegantes amanhaceu no susto. A câmara frigorífica Iceport, do Portonave – a única da região – pegou fogo. O motivo, ainda não sei. Mas ela começou a pegar fogo no começo da manhã. O fogo se alastrou de tal maneira, que o céu da região ficou cinza por conta da fumaça. Os funcionários do porto precisaram sair correndo por volta das 10 horas da manhã, e toda a área do porto foi evacuada. O motivo? Do ladinho da câmara frigorífica estava sendo armazenado um gás chamado amônia. Coisa do tipo… pegou fogo? Já era, amigo.
A imprensa de toda região, RBS, Ric Record, Diário da Cidade, TV Brasil Esperança, SBT, rádios FMs e AMs, e inclusive nós, do DIARINHO, estávamos lá para cobrir e relatar todo o problema. Mas, mesmo com o apoio de todos os Bombeiros da região, o tal fogo não diminuía.
Durante a tarde, por volta das 16h30, a superintendência do Portonave resolveu dar uma coletiva para imprensa. O local? Melhor impossível. No auditório do próprio porto, ao lado do “fogaréu”. E lá fomos nós, como diria o colunista JC, “os meninos alegres da imprensa” escutar as razões do incêndio. Foi-se que, na segunda pergunta, o que nós temiamos, ocorreu: um funcionário do porto me entra correndo pela porta do auditório falando que a amônia vazou! Ou seja, deusnosacuda, o troço vai explodir!
A cena foi tosca. “Os meninos alegres da imprensa” tiveram que sair correndo do local. Nós, e todos os funcionários do porto que ainda estavam por lá, inclusive os bombeiros. Por sorte, mas muita sorte mesmo, o vazamento foi contido e apenas um “vermelhinho” passou mal.
Acho que nunca tinha passado por uma situação assim… o coração foi na boca. Sabe quando não passa nenhum pensamento pela cabeça? Exatamente. E tenho certeza que todos os outros jornalistas que estavam no local, sentiram a mesma coisa. Enfim, uma baita tragédia. Mas que virou uma baita história.
Um trecho da minha matéria do DIARINHO, da edição do dia 13 de novembro de 2009.
“Um pequeno vazamento de amônia foi registrado por volta de 16h45 de ontem e assustou o povão dengo-dengo. Até os meninos alegres da imprensa, que tavam no meio de uma coletiva com o comandante dos vermelhinhos e com o superintendente do Portonave, Osmari Castilho, tiveram que sair correndo com medo da explosão. A notícia do vazamento da cidade se espalhou, e causou pânico geral: tinha gente saindo de casa com mala e cuia, e outros indo em direção à praia, pra se proteger.
A coletiva da imprensa, que tava marcada pra 16h30, foi interrompida por causa de um baita cagaço. Os jornalistas que estavam ansiosos pra saber tim-tim por tim-tim do ocorrido, saíram no pulo do auditório do Portonave depois que um funcionário apareceu aos berros na porta avisando que a amônia vazou.
O corre-corre foi geral. A viadagem do Diarinho, que não é boba e nem nada, deu no pé também. Até Castilho saiu correndo junto com os meninos alegres da imprensa. O problema é que a notícia se espalhou na mesma velocidade que a galera saiu correndo do porto: na velocidade da luz. Algumas otoridades começaram a avisar o povão que o melhor a se fazer era correr pra praia, ou simandar da city”.
ago 10, 2010 @ 10:58:27
Essa foi feia mesmo.